Camélias no norte de Portugal

Conheci a Nina Gruntkowski nos primeiros meses em que passei em Lisboa. Uma amiga ceramista brasileira havia falado sobre uma exposição de cerâmica do Paulo Alves e, chegando lá, me deparei com uma degustação de chás japoneses. Quem estava preparando e servindo os chás era a Nina, importadora de chás japoneses e grande apreciadora da bebida. Conversamos e em pouco tempo eu já estava junto a ela do outro lado da mesa preparando matcha aos convidados da exposição. Lembro-me de ter experimentado um blend de chá verde com “erva príncipe” (nosso capim-limão) e ter sido presenteada com um pacotinho de gyokuro, que eu guardava na geladeira como uma joia… A Nina mora no Porto e toda vez que ia a Lisboa, nos encontrávamos. Assim foi se desenvolvendo uma admiração pelo trabalho dela e nossa amizade. Cheguei a ir ao Porto para fazermos um trabalho juntas e foi quando conheci sua casa, seu quintal, suas camélias (as flores e as do chá) e histórias. Infelizmente, não tive tempo de visitar a quinta dela e do Dirk onde eles estavam cultivando mudas de camellia sinensis, mas fiquei feliz ao saber que eles estão começando a colher e fazer os testes dos seus primeiros chás. Compartilho com vocês a matéria que saiu no jornal português Público, e recomendo os apreciadores de chás japoneses a conhecerem Chá Camélia.

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E como sou nostálgica, deixo aqui uma imagem de recordação. Eu e Nina de “japonesas” trabalhando no Museu dos Descobrimentos no Porto em 2015!

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