chá de champanhe

Retormar processos nunca é muito fácil. Desde janeiro, vínhamos conversando – Carline, Carol e eu – para marcar uma aula inicial de yoga. Em 2010, comecei a praticar com a Carline e durante muitos meses, nossas manhãs de sexta-feira começavam com aula seguida de café da manhã. Pode parecer banal, mas não era. Tenho carinho intenso por momentos de genuína troca, aprendizado e reflexões. Além de muitas degustações que foram registradas por este blog.

Combinar agendas, principalmente em São Paulo, não é muito fácil. Conseguimos marcar uma visita ao espaço e café da manhã. A grande surpresa foi a presença do Ed, amigo de muitos anos e namorado da Carol. Fico feliz quando novas pessoas da minha vida me proporcionam o reencontro com amigos com quem já convivi muito e por algum motivo “X” havia perdido quase que completamente o contato.

O bule que imita uma chaleira oriental já estava me esperando.

Eu estava esperando um momento especial para fazer o tasting do chá de champanhe que ganhei da Kênya em janeiro, quando ela esteve no Brasil. Em viagem pela Holanda, ela visitou uma loja chamada Four Leaves e encontrou um chá de uma marca francesa chamada Theodor, que até então eu não conhecia. Lembrava vagamente das latas coloridas e o logo, mas nunca tinha me deparado de fato com estes chás.

O “Jour J” é um chá verde com notas de champanhe. Confesso que não entendi muito bem o aspecto das suas folhas soltas, com folhas que podem ser visivelmente reconhecidas como de chá verde e outras coisas misturadas, que vão desde umas coisinhas com uma leve penugem outras que parecem pétalas de flores.

Tentei pesquisar sem sucesso, apenas obtive a informação das notas de champanhe. Achei interessante que a Theodor tem uns TAGS não muito usuais, que remetem a características de personalidades, para seus blends. O Jour J, por exemplo, está classificado como “exuberância”. Outras categorias curiosas: “utopia”, “impertinência”, “narcisicmo”, “pretensão” e por aí vai. Sem maiores discussões.

O chá agradou todo mundo. O sabor lembra um pouco o fermentado, envelhecido, com uma leve acidez adocicada. Não restou nenhuma dúvida de que a combinação vai bem. Mas o que mais gostei foi da sua cor, que a Kênya, ao ver as fotos, chamou de “festiva”. Sim, champanhe!

Eu e Carline saímos de lá a pé, subindo e descendo ladeiras por ruas repletas de flores. Nos deparamos por acaso com uma casinha que abriga o centro budista do Lama Michel. Penetramos o silêncio em meio ao caos de São Paulo, ouvimos mantras e descobrimos suas janelas.

Costumo dizer que o chá começa antes do chá e termina bem depois…

E na semana seguinte ao encontro, que na verdade foi a passada, conseguimos finalmente começar a prática.

Que seja um ano de mais abertura, trocas e descobertas.

 

 

 

 

 

Comentários

3 comentários em chá de champanhe

  1. Anne disse:

    Olá Erika. Encontrei seu blog hoje e estou adorando devora-lo. Não sou iniciante no chá, porém nunca li nada para me aprofundar no conceito, ia sempre pelo instinto… Bom, com seu blog estou aprendendo muita coisa e corrigindo o que antes fazia errado. Vc se incomodaria só de tirar uma dúvida? Li que não é certo acrescentar o saquinho ou as folhas diretamente na água e sim o contrário, então não é necessário abafar o chá? Já ouvi falar que o chá verde precisa ser abafado, porém é complicado fazer isso na caneca né… (eu costumo aquecer a água num bule e acrescento as folhas ou o saquinho ali mesmo e abafo). Agradeço por compartilhar seus conhecimento. Beijos

    • admin disse:

      Anne, não existe muito certo ou errado, mas há algumas técnicas para preparar o chá e obter o melhor sabor da bebida.

      Em relação ao saquinho, eu sigo o que diz uma vizinha inglesa. Nunca encontrei muita explicação para isso, mas acho que a experiência diz tudo =)
      Dá uma olhada aqui.

      Em relação às folhas, o que se recomenda é aquecer o bule primeiro com água quente, depois se coloca as folhas e a água nessa ordem. O vapor do bule quente já vai atuando nas folhas.

      Obrigada por acompanhar o blog!

Deixa um comentário