o queridinho da semana: hortelã e alcaçuz

Algumas notícias do começo da semana me deixaram um pouco chateada e talvez leve um tempo para processar alguns resultados. Daí, entre um compromisso pessoal e uma reunião de trabalho, resolvi entrar em um empório em Pinheiros para “passear” e saí de lá com um pacote de cuscuz. Depois da reunião, passei no supermercado para incrementar o almoço: alguns legumes, damascos secos e uma caixinha de infusão de hortelã com alcaçuz…

ou melhor, de alcaçuz com hortelã. Esta infusão (olha lá, está escrito na caixa!), da marca Casino (uma rede popular de supermercados na França) pode ser encontrada no Pão de Açúcar, conforme eu tinha mencionado no post do começo da semana, e por um preço bem acessível: você paga R$ 4,99 por uma caixa com 25 saquinhos.

Eu nem tinha planejado um almoço marroquino invadindo uma terça-feira de muito trabalho. A coisa foi simplesmente rolando, guiada um pouco pelo mantra “hoje tenho que fazer algo legal por mim” – bem diferente de compensar as coisas pela comida (mas isso é outro papo). O que eu queria, no fundo, era, no meio de um turbilhão de coisas passando por cima, do lado, sobre mim, conseguir fazer algo agradável. Se eu tivesse feito outro caminho, poderia ter descoberto um sebo, um livro de poesias perdido, ou quem sabe até ter encontrado alguém na rua sem querer.

Me senti meio renascida do almoço.

Vaporizada.

Poderia ser uma lei universal: todo dia fazer algo de bom para si mesmo, ou para um amigo, ou para um desconhecido. Um agrado, um carinho. Não, acho que não poderia ser lei. Se vira lei fica chato. E o que mais curti dessa experiência de hoje foi justamente o inesperado.

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