oolong em copo de sakê

Já devo ter escrito algumas vezes e verbalizado outras tantas que oolong é um chá que ainda estou descobrindo. Tem uns que eu não gosto, tomo pouco, me satisfazem logo e não consigo saborear direito. Mas recentemente, tenho trocado umas figurinhas com o João, da Chá Yê, e tenho conhecido algumas novidades boas, como Monkey Picked (prometo um post só dele em breve).

Na semana do meu aniversário, encontrei com uma das minhas grandes amigas, Andrea Capella, que, por sinal, está no primeiro post deste blog e voltou de Londres recentemente. Na sua viagem, ela conheceu uma lojinha chamada East Teas – não vejo a hora de passar por lá! De cara, eu gostei do logo, que tem a frase “the best thing you can do to hot water”.

Quando estive no Rio, na casa dela, ficamos viajando nas diversas infusões que é possível fazer com as mesmas folhas, o cheiro e o gosto de cada uma delas.

Voltando a São Paulo, decidi preparar o Fu Shou Shan para beber em uma tacinha fofa que comprei no leilão promovido pela Lili, uma grande amiga que ganhou umas peças para arrecadar fundos para sua viagem ao Japão.

Achei que se tratava de um yunomi (tacinha de chá), mas, na verdade, se trata de um guinomi (tacinha de sakê). Quem me explicou a diferença (que até então eu não conhecia), foi a Luciane, ceramista do Atelier Gallery Tokai de Cunha, que doou a tacinha para o leilão.

O Fu Shou Shan (que significa Lucky Life Mountain) é um oolong verde de Taiwan que cresce entre 1800 e 2200 metros de altitude que vem todo enroladinho e, aos poucos, vai se abrindo. Gosto de fazer esse tipo de chá em uma jarra maior e transparente para poder observar suas folhas e suas colorações nas diferentes infusões.

O aroma dele é incrível, floral e tão perfumado, que o batizei de “dama da noite”. A segunda infusão traz mais sabor e não dá para acreditar que ele é feito apenas de folhas de camellia sinensis. A graça desse tipo de chá está exatamente nisso, no sabor que é possível extrair dependendo do terroir em que ele é cultivado e dependendo de quantas infusões são preparadas. Como ainda sou iniciante neste tipo de chá, acho que meu paladar ainda não é apurado o suficiente para a sutileza dos sabores, mas vou compartilhando com vocês todo este processo e assim vamos desvendando tudo isso juntos!

Por enquanto, deixo a imagem impressionante das folhas imensas e completamente abertas.

Quem sabe da próxima vez, o post não vem com uma receita de salada…

Morro de vontade de comer estas folhinhas!

Comentários

2 comentários em oolong em copo de sakê

  1. Andrea disse:

    Detalhe para a conversa com o dono do “east teas”em que ele me dise que a Mestre de chás dele mora em São Paulo.
    P.S. este foi comprado no Borough market, em uma banquinha com uma moça que me explicava tudoooo

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