pausa offline

Talvez você tenha notado uma certa ausência de posts neste blog. Não foi nada planejado e não significa que os chás e encontros estiveram ausentes na minha vida – pelo contrário. Reencontrei pessoas muito queridas, tive minhas pausas de chá e ganhei diversos chás e convites para chás nas últimas semanas. Assunto não falta e muitos posts resultarão desses dias que não tiveram registros online.

Eu simplesmente estava tão cansada de estar conectada fulltime, que meu corpo pediu, de forma irracional, para eu manter o notebook fechado. Meu corpo pediu 8 horas de sono. Um spa caseiro com ofurô, chá e massagem com amigas. Um certo descanso mental.

E, apesar de sempre ficar um pouco aflita com esses momentos que parecem pouco produtivos, gostei da experiência. Voltei aos cadernos, às letras desenhadas pela caneta, com o sentimento da caligrafia de letras pequenas, grandes, em garrancho, caprichadas. Puro reflexo do meu estado de espírito do momento – coisa que o teclado do computador (mesmo que quase acompanhe meu pensamento em sua velocidade) não expressa da mesma forma.

Gravei os escritos em voz e enviei para amigos que celebravam a chegada do outono em outro hemisfério.

Plinio, Grazi, Richard, Avril, Felipe…

Dei um tempo das segundos e terceiros expedientes para completar as 24 horas e deixei os sonhos tomarem conta da rotina.

Fiquei perto dos meus pais e familiares.

Tomei um chá branco delicioso com Puri e Sachi, vendo lindos trabalhos (dela) e tendo acesso à alquimia dos cosméticos a poucos passos da barulhenta Paulista.

Valeu a pena. O que vem pela frente é resultado de uma mente descansada, um corpo mais relaxado e um HD livre para novas experiências. Uma cerimônia do chá que apareceu assim, de modo orgânico.

Pausa offline recomendada.

Um parte importante dessa inspiração nasceu de uma rápida passagem pelo Rio, com calçadas tão familiares ao meu cotidiano em 2000 e pessoas queridas (Andrea, Edu, Lelê, Bel, Ju, Augustin, Maitê, resquícios do Thompson).

Merci, Kanako, que me presenteou com um lindo caderno em branco de linhas a serem preenchidas, e Gustavo, por compartilhar seu livro de artista.

Merci à la vie!

 

Comentários

Um comentário em pausa offline

  1. sandra disse:

    Èrika…Olá!!!Mais uma vez eu por aqui(entre muitas passadas para ver e ler algo novo).Mas é tão bom esse tempo,é tão gratificante momentos com quem amamos.Tenho a certeza que assuntos deliciosos para saborearmos junto a uma gostosa xícara de chá não faltarão…por tudo que viveu nesses dias de ausência por aqui e pelo seu talento em escrever de maneira mágica,que envolve.Beijo no seu coração.

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