perceber, sentir, trocar

Já faz muitos dias que a lateral da Casa das Rosas virou salão de chá em uma tarde fria (arriscaria dizer 12 graus) para cerca de 60 pessoas que participaram do nosso evento na Virada Sustentável. Ando com um delay nos posts e sempre há algumas desculpas. Desta vez, eu tive trabalho, viagens, a quantidade de fotos a organizar, mas também tive que deixar tempinho passar para refletir melhor sobre a experiência.

 

Flavia Sakai, Carline Piva e eu

(“obi” by Jane Aki)

Agora que passou, eu posso contar sem medo que isso soe como falta de profissionalismo. Ou excesso de, depende do ponto de vista. Estávamos trabalhando muito, Flavia, Carline e eu, nas semanas que antecederam o evento. Aproveitando cada raro tempo livre para cuidar da produção. As agendas pareciam cada vez mais apertadas e, uma semana antes, uma força  “invisível” alinhou os elementos: piso, chás, térmicas, água quente, cenário completo, copos biodegradáveis extras e tudo mais que se pode imaginar. Houve uma força invisível e também um esforço coletivo, que inclui não só nossos apoiadores, mas as pessoas que, no dia, estiveram com a gente: Luciana Tokita, Beto Boing, Cássia Hosni, Eduardo Burckhardt.

Foi o que tornou a “cerimônia do chá contemporânea” mais autêntica.

Quando esses amigos se reunirão novamente para tomar chá juntos no quintal da Casa das Rosas?

 

 

Lembro-me do dia em que eu fiquei sabendo que a sala de cerimônia do chá da Fundação Japão seria desativada (para quem não sabe, a Fundação Japão fica no primeiro andar do prédio atrás da Casa das Rosas). Foi nessa sala que assisti, no inverno de 2004, um curso de Introdução à Filosofia da Escola de Kyoto, com o professor Loparic – o pontapé inicial para que eu começasse a viver o Japão através das letras, das aulas, dos professores, dos livros, da academia. O início da minha história com a pesquisa em cultura japonesa. Queria levar um pedaço daquela sala para minha casa, mesmo estando sem casa.

 

 

Filosofias à parte, fica o fato:

a vida é efêmera.

E viver é apreciar o instante,

 

respirar,

 

 

 

relaxar, livrar a mente de pensamentos,

 

 

 

receber os amigos em casa, conversar, trocar,

 

 

 

aquecer o corpo e a alma,

 

 

 

 

transformar o cotidiano em obra de arte,

 

 

 

celebrar a amizade

 

 

 

e o amor

.

 

Quem ficou com vontade de ler mais sobre o evento, a Carline escreveu um lindo post em seu blog, que pode ser lido clicando aqui.

FOTOS: Carline Piva, Cassia Hosni e Eduardo Burckhardt

Comentários

4 comentários em perceber, sentir, trocar

  1. Márcia disse:

    Oi Erika,
    Gostei muito do seu blog. Fui atraída para ele por causa do seu artigo sobre o encontro “cerimônia do chá contemporânea” que aconteceu na Casa das Rosas. Como uma boa amante de chás e da cultura japonesa, gostaria muito de ficar informada sobre futuros encontros como este que aconteceu. Obrigada.

  2. admin disse:

    Obrigada, Marcia! Pode deixar que incluirei seu contato no mailing! Beijos, Erika

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  1. […] Green Moroccan Mint, da Gourmet Tea. Este chá foi uma das opções oferecidas na degustação do evento que fizemos para a Virada Sustentável, escolhido por mim por encará-lo como uma espécie de house blend (o Leandro, um dos sócios da […]

  2. […] outros. Ela foi uma das fotógrafas que, a meu pedido, fez um trabalho voluntário de registro da ação que fizemos na Virada Sustentável em 2011. E pensando com sua mãe e sua irmã em como seria o chá de bebê da Sofia, sua sobrinha que está […]



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