pós-Tsunami – la maison de mon rêve

Quando alguém me conta que está indo para o Japão, acesso a coleção de imagens da minha viagem em 2007. Não só de imagens, mas também de sensações, sentimentos, cheiros, barulhos, sabores. Porque o Japão para mim representa “conforto”, é um encontro, em alguns momentos um ENCONTRO SILENCIOSO com algo que existe dentro de mim e é vez ou outra acessado intuitivamente (completando o post anterior, foi essa uma das minhas respostas à pergunta “O que é o Japão?” no TCC-documentário ORIENTATION, de Kenji Kihara, que pude ver ontem).

Na semana passada, o tsunami desfez a calmaria. Tsunami que tanto nos inspirou em 2008, ano do centenário, porque queríamos fazer muito barulho.

Desde sexta-feira fico tentando colher pedaços de depoimentos de amigos que estão lá, como Michiko e Claire, penso na minha tia-avó e fico me convencendo o tempo todo de que a casa da família Kobayashi, que fica em Ishioka (Ibaraki), não é tão colado ao litoral e que tudo está bem. Como saber? Será que a parede rabiscada pelo meu avô em sua infância foi varrida?

Pelo facebook, tive algumas notícas. Sei que Claire está bem e que Michiko finalmente conseguiu embarcar de volta ao Brasil. Está em algum lugar pelos ares. Soube de Valérie, amiga do Puri, que nos alugou sua casa durante a nossa temporada em Tokyo e foi ela que postou nesta manhã (para eles, noite) lindas imagens pós-tsunami, de uma tarde em Kamakura com vista para o mar: dia lindo, pessoas em um café conversandoo e contemplando a paisagem, casal curtindo a tarde com uma garrafa de vinho.

Para celebrar a vida, a foto do meu café favorito em Tokyo.

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