presente(s)

Andei dando algumas entrevistas sobre chá. Me perguntam como eu comecei a gostar de chás. Já devo ter tentado contar essa história algumas vezes por aqui, quando comecei o blog, ou falando do meu primeiro encontro com Inés Berton. Na semana passada, o jornalista fez a pergunta. E me dei conta que “gostar de chá” foi um presente que chegou pelos meus amigos. É verdade. De repente, comecei a ganhar muito chá de presente. E foi acontecendo assim, naturalmente…

Eu tinha um baú onde eu guardava cerâmicas, minha chaleira e um pote de banchá. Eu usava o baú como mesa e também como baú, em que guardava fotos, cartas e diários. Ele alimentava também minha alma. Eu não costumava fazer café quando ia alguém em casa. Não sei o porquê, mas eu sempre oferecia chá. Sentávamos no chão, ao lado do baú e ficávamos conversando, vendo o dia anoitecer ou até mesmo amanhecer. O baú foi se enchendo de chás que ganhava de presente. Chás como nomes lindos, como “Segredos de Praga” (presente da Grazi), cores interessantes, como um cinza púrpuro do “Lemon Rose” (que ganhei do Puri), ou simplesmente aconchegantes, como o “sleepytime” que ganhei da Inês . Hoje eu não tenho mais baú (deixei meu baú de presente para o Puri), mas continuo ganhando chás de presente.

Chás que alimentam a minha alma.

O último que ganhei veio de Chinatown/NY, presente da Dani Picoral (que está na imagem de abertura do post). É um chá verde japonês com jasmin e não tenho muito mais informações sobre ele. Sei que ele vai acabar rápido, anda na minha mochila e mergulhado em água, perfumando a minha mesa de trabalho…

Quem ficou curioso a respeito, não é preciso entrar em desespero. Há um chá verde com jasmin similar (importado, da Twinings) a venda no Brasil, de qualidade boa e prático. Cuidado – sempre – para não deixar o saquinho tempo demais na xícara. Não sei se é por causa do jasmin, mas o amargor fica mais desagradável ainda se passa do tempo (pouco mais de um minuto para mim basta).

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Aproveito para agradecer (mais uma vez) Daniel e Leandro, da Gourmet Tea, onde aparecei de última hora para dar a entrevista, tumultuei as mesas no pré-almoço e aproveitei usando suas amostras para exemplificar alguns pontos da entrevista para  a JBC.

 

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