chá com L.B.

Eu ando meio obcecada por Louise Bourgeois. Isso faz um tempo, na verdade, desde que vi pela primeira vez algumas de suas células e a menina de chapéu (he disappeared into complete silence). Fiquei fascinada por sua coragem e por outras coisas que nem sei explicar direito (e precisa?), por sensações que me deixam com vontade de dormir uma noite inteira dentro de uma dessas células, carbonar uma ou outra página de seu diário. Como há uma exposição no Tomie Ohtake, sempre que estou na área, dou uma fugidinha para lá (o que me faz lembrar os velhos tempos de Beaubourg, na volta de casa). Consegui até assistir Denise Stoklos em Faço, Desfaço, Refaço, com cenário e texto da própria L.B. E mergulhar em sua fala.

Passei a fantasiar os Sunday Salons, que começavam às três da tarde em seu ateliê em Chelsea.

Na minha fantasia, L.B. tomava chá nesses encontros e murmurava frases de seus quadros:

I want therefore I can

I can but I’m afraid

I’m afraid therefore I live

Sunday Salon pode não ter tido chá na vida real, mas certamente pontuou encontros.

RIP, chère Louise.

 

Comentários

Um comentário em chá com L.B.

  1. Thiago disse:

    Fantástico.

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