hospitalidade

Cada vez que piso em Pernambuco me surpreendo, principalmente pela hospitalidade das pessoas. Da última vez em que estive na cidade, alguns papéis se inverteram, pois eu era, junto com a equipe de Pernambuco, uma das anfitriãs que recebia a equipe da Suécia da World Childhood Foundation. Ser anfitrião fora de casa só dá certo quando a gente se sente tão acolhido em um lugar a ponto de ele ser quase sua segunda casa.

Conto essa história porque o anfitrião é uma pessoa-chave na cerimônia do chá. Ele é quem cuida de tudo, de todos os preparativos, do chá que será servido, do doce, do arranjo floral, de todos os detalhes.

Nossos visitantes adoraram. Além da equipe da Childhood Brasil em Pernambuco, tivemos uma força extra do cenário:

– a praia de Boa Viagem

 

– o restaurante Bijupirá

 

– um bar cujo nome foi esquecido

(mas não suas lanternas de chita)

 

E Olinda com todo seu poder reenergizante. Sua vista magnífica a coloca no patamar de uma daquelas cidades invisíveis do Ítalo Calvino (no meu vocabulário, essa, certamente, se chamaria Gorete). Meu sonho de consumo depois dessa viagem foi a de surrupiar a casa da foto de abertura deste post para fazer uma cabana de chá litorânea.

 

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Nos dias corridos, fui salva pela cafeína do earl grey que ganhei de presente da minha amiga Graziela. Mais prático que isso, impossível. O chá vem dentro de uma colherinha plástica lacrada. Basta colocar em água quente. Não é tão cerimonial, mas é lúdico (mexer a colherinha na xícara olhando para o mar não é para qualquer um).

 

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