Novos galhos e brotos por aqui

Dia desses, eu publiquei umas fotos das minhas plantas com a legenda “coisas que nascem, renascem, se espalham”, pensando sobre as plantas da varanda de casa que morreram e renasceram, deram brotos, mudas e flores… E me dei conta de que isso tem acontecido na minha vida, e também aqui neste site. Então sentei e comecei a escrever este post. Este e alguns outros que materializam esse movimento.

Não é novidade que de tempos em tempos sumo, e depois volto escrevendo um post longo que conta muitas coisas, vou e volto, e tem assim sido. Percebo que muitos leitores, pessoas que estudam e gostam de chá continuam entrando aqui, consultando posts antigos, buscando novidades e agradeço sempre essa confiança no meu trabalho. E vejo também pessoas novas chegando, que consultam o Cerimônia do Chá como fonte de informação.

Faz tempo que o Cerimônia do Chá vem se transformando: o que lá atrás em 2010 era um blog organicamente virou um projeto de vida que ganhou tanta vida a ponto de se transformar em um eixo principal (colocando a comunicação e o jornalismo em segundo plano), que depois passou a dividir espaço com meu despertar artístico. Isso tudo se refletia no movimento do blog. Processar mudanças nem sempre é fácil, principalmente quando são muito internas e praticamente invisíveis, mas profundas e estruturais (acabei de fazer 40 anos, será que tem a ver?).

Depois de muito tempo, algumas caminhadas, muito trabalho com chá, estudos, encontros e conversas (obrigada, Yuri, Renata, Vinicius, Tony e todos os amigos que não foram citados mas que acompanham tanto tantas coisas), entendi melhor o que o Cerimônia do Chá é hoje: uma plataforma de sensibilização que promove experiências e inspira transformações pelo chá. Por isso ele não é só texto e informação, mas também cursos, eventos, aulas, palestras, experiências, degustações, cerimônias do chá. Nada disso é fruto de um planejamento ou história inventada, mas foi brotando naturalmente assim como tudo que tem um potencial de vida se manifesta, e como tudo que é cultivado, ganha força e se multiplica.

Voltando às plantas… Há umas semanas tenho mexido nos vasos aqui da varanda, me despedindo com coragem de plantas que morreram, trocando a terra de outras, replantando mudas novas que nasceram (algumas brotam de vasos das que morreram), praticando a persistência com galhos secos que surpreendentemente trazem um broto novo depois de meses, me surpreendendo com flores que pareciam que não iam mais voltar (e voltam mesmo no outono!).  Elas a mudar de vasos aqui e lá, um jeito de dar condições mais felizes que atendam a necessidade de cada uma das plantas, que têm crescido, se multiplicado, nascido e morrido desde que voltei de Lisboa em meados 2015.

Paralelamente, estava fazendo mesmo aqui neste site nas últimas semanas, reelaborando mudanças sutis que trazem espaços de respiro para os projetos do Cerimônia do Chá, olha pra cada um deles com carinho, os identifica e vê o que cada um precisa para se expressar.

Um desses projetos tem a ver com você que está lendo este post agora, não importa o tanto de conhecimento que você tenha sobre chá, se está começando, se é um expert, se nos conhecemos, se já trabalhamos juntos ou ainda não trabalhamos juntos. Alguns eixos foram reelaborados para facilitar sua viagem ao mundo dos chás. Espero que você encontre o que procura, se divirta, leia e sinta com profundidade como o chá tem transformado minha vida e as relações que se estabelecem por meio dele. Ou que ao menos você se anime para fazer uma xícara de chá e ler aqui algumas histórias, só isso vai ser bem legal.

PS: a planta que renasceu foi uma camellia sinensis presenteada pelo Sr. Tomio quando estivemos com a Primeira Rota do Chá em Registro (SP). Seu galho seco foi transportado para outro vaso, com outras plantas, e assim permaneceu há meses até hoje notar o surgimento de um broto novo.

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