janela para o efêmero

Esta semana tive que abrir mão de algo que eu nunca possuí. E por nunca tê-las possuído, esta janela e esta vista, elas existirão para sempre dentro de mim. Um instante, dois instantes em que me senti livre e aberta, em que senti que de nada precisava, além daquela conexão com a minha essência.

Já me senti assim outras vezes.

Certa vez tomei em um bol um chá de laranja e canela (orange & cinamon, da Twinings) em uma das primeiras manhãs frias pós-verão da canicule. Depois de tomar o chá, andei por ruas desconhecidas, desci uma pequena escadaria e atravessei a catraca da estação Avron sem olhar para trás. Foi nesse dia que eu entendi o significado da cerimônia do chá em toda sua complexidade. E, desde então, tudo aquilo que não tenho me habita com uma intensidade até então desconhecida. Podem se passar anos e sou capaz de fazer o mesmo caminho de olhos fechados.

(este chá não também não existe mais – a Twinings comercializa  agora um de laranja, manga e canela)

Tomo uma xícara de Citrus Spice Herbal Tea, da Revolution, que não é a mesma coisa – tem rooibos, casca de laranja e de limão, cravo, canela e outras ervas.

E recorro, mais uma vez, à L.B.

Comentários

2 comentários em janela para o efêmero

  1. Cris Ventura disse:

    Oiê! Seu blog está maravilhoso!!! Amei!!! Como vc está e por onde anda tomando chá?! Apareça! bjos!

    • admin disse:

      Cris, que delícia receber sua visitinha. Acabou de sair uma matéria no G1 sobre chás. Tem vários endereços legais! Vamos combinar, eu, vc e Ana Holanda? beijos

Deixa um comentário