Parceria e novidades

Não sei bem como começar esse post, acho que é porque ele é daqueles que falam de “coisas muito importantes”.

Publiquei um nesta manhã na minha página do Facebook, contando sobre essa novidade… Novidade é modo de dizer, pois nós formalizamos algo que na prática já vinha acontecendo na vida. Foi sobre isso que falei no post, sobre parcerias que nascem de uma troca genuína, vão se fortalecendo organicamente e em um dado momento se transformam em algo “oficial” porque um dia resolvemos abrir a nossa escuta para seguir o curso da vida. Adoro planejar, idealizar, sonhar. Mas mais do que isso, tenho me dedicado muito ao fazer, à prática, ao ser-estar, trabalhar, trocar, estar com gente.

Tudo começou em dezembro de 2010. Já tinha uns meses que eu havia começado a escrever o Cerimônia do Chá para compartilhar minhas descobertas nesse mundo e, um dia, lendo um post no blog da Yuri, vi que concordávamos sobre um mesmo Earl Grey, embora eu ainda não tivesse escrito sobre ele no blog. Por ser muito suave – e eu gosto de Earl Grey bem forte –  eu simplesmente deixei este chá de lado, mas lendo o post Yuri, tive vontade de desenterrá-lo. Então preparei este chá para ser degustado gelado e ficou muito melhor. Logo que publiquei o post, escrevi para a Yuri contanto, e começamos uma conversa que dura anos…

Nós nos conhecemos pessoalmente em um dos primeiros grupos do Curso Essencial de chás que ela deu em São Paulo, e um tempo depois fui conhecer o Chalé em São Bento do Sapucaí (repito mil vezes que eles fazem o melhor café da manhã do mundo). Ela e o Claudio foram super anfitriões, e pude então conviver com a simplicidade de coisas que fazemos no nosso dia a dia e nos torna complexos e completos…

Desde então trocamos figurinhas, informações, impressões, mesmo com todas essas viagens e mudanças na minha vida, fomos nos falando e nos acompanhando, mesmo que de forma não tão frequente. O trabalho da Yuri, seu espírito curioso, cuidadoso e dedicado a levou a ser uma das principais referências de chá no Brasil, fruto de muita sensibilidade. Pude acompanhar o seu trabalho evoluindo e a criação da Escola de Chá Embahú, com o Claudio, seu marido e parceiro, pessoa de sentidos apurados, do preparo à degustação de pratos, pães, cervejas, para escalada e fotografia.

Estou bem contente por ter sido convidada como colaboradora da Escola de Chá Embahú, ao lado da Renata Acácia, que também conheci pela Yuri. Estou aprendendo novas coisas com essa profissional vibrante, de coração puro e boas intenções. A Renata cria blends deliciosos e divulga chás brasileiros fabricados na região do Vale do Ribeira pela Infusorina, empresa também socialmente responsável.

Sim, o chá envolve sempre esses encontros especiais (no post do Facebook eu citei a tea blender Inés Berthon – quando a conheci, ela me disse que em seu caminho do chá foi conhecendo pessoas lindas), especiais porque têm por trás disso tudo histórias de vida, muito trabalho, estudo, degustação, viagem, esforço, dedicação, humildade para sempre estar disposto a aprender e paciência para erros (sim, erros! essa parte é importantíssima, a gente tem que se arriscar para poder aprender, aperfeiçoar e então compartilhar), ética e generosidade. Sem generosidade, não há troca. Sem troca não há encontro.

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