transformação de sentimentos

Muitos dos passaram por aqui por alguns dias, semanas ou meses podem ter em algum momento se perguntado se este blog voltaria um dia. Alguns podem até duvidar do que vou dizer agora, mas eu sempre tive certeza de que em algum momento, todos os chás, encontros e descobertas não caberiam mais dentro de mim e que, quando isso acontecesse, as letras e imagens estariam aqui colocadas naturalmente como se nunca tivessem passado tanto tempo sem estar.

A passagem do tempo é muito relativa. Nesses últimos seis meses tive a impressão de que vivi muitos mais dias do que eles tiveram pela quantidade de sentimentos e experiências. No entanto, parece que foi ontem que escrevi pela última vez aqui, ainda em janeiro. Por isso, escolhi esta imagem para abrir o post: o clássico black tea (não me perguntem a marca, chá da classe econômica não deve ser o melhor o mundo, por isso tomei com leite – eu AMO chá preto com leite) que hidratou a volta das minhas férias. Fiz Paris-Amsterdan-São Paulo tendo a bordo Le Maître de Thé, último livro do escritor Yasushi Inoue, que conta de forma ficcional fatos reais da vida do mais conhecido mestre de cerimônia do chá – Sen no Rikyu. Foi a volta de uma viagem de 24 dias que mais pareceram dois meses…

E logo depois dessa volta de férias, que marcou o encerramento de um ciclo que começou em 2005, quando decidi que ia morar em Paris, fui recebida por um tema muito interessante na aula de cerimônia do chá: roji, o caminho que leva à sala de chá.

 

Panthéon Bouddhique do Musée Guimet

 

Foi muito surpreendente voltar de férias e ouvir o Sensei falando que o roji se parece com um jardim japonês, mas se diferencia porque é uma passagem, um caminho, um local de transição, de passagem de sentimentos. Quando cruzamos o roji estamos deixando para trás todos os barulhos do mundo exterior.

Encerrei alguns ciclos nessas férias, me reconheci, desconheci, revi o passado, revivi coisas, descobri outras novas.

Fiz então uma seleção de alguns roji das minhas férias…

 

no meio de uma estrada na Borgonha, o campo de

coquelicots, mato super chique que inspirou

Patrick Guedj  nas campanhas do Flower by Kenzo

 

mais matinho de beira de estrada na Borgonha

… dandelion …

 

em Lisboa, o Tejo, passagem para além-mar

 

e os trilhos dos bondes que sobem para a Sé

 

Beaubourg, em Paris, por dentro e por fora

 

o caminho de luzes que Daniel Buren criou nessa

mega-instalação no Grand Palais

 

corredor, vista, rua, terraço e túnel favoritos

última tarde em Paris, no 6. andar do Beaubourg

 

agradeço à petite famille de Paris: Plinio, Richard e Grazi

agradeço a todos amigos que fizeram dos encontros

mais do que eles simplesmente poderiam ter sido

Comentários

2 comentários em transformação de sentimentos

  1. Carline disse:

    Fotos lindas que revelam o seu olhar poético (e colorido) para a vida. Que bom que voltaste!

  2. admin disse:

    eu to com saudade de fazer yoga e tomar chá com vc, isso, sim! BEIJOS

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